segunda-feira, 2 de julho de 2012

O ser sonha, quer uma vida que talvez nunca lhe pertença, vive nos sonhos, encontra neles uma força, que sabe-se lá de onde vem. Mas ela vem, e preenche o ser, que dela se ergue e segue... Segue para uma vida diferente da que sonhava, mas continua a sonhar, na esperança de ter um sonho realizado, o ser sente que necessita sentir a felicidade, por mais que saiba que pouco depois de alcançá-la, irá passar.
Mas o ser quer senti-la... Chega a dizer que essa é a única coisa que deseja. Enquanto ele está com ela em nada mais pensa, pensar que um dia ela vai emborá dói, e com ela vão todos os sonhos que teve.
Ela vai indo aos poucos, tenta segurá-la e fecha os olhos, pois se sente seguro, não quer ver mais nada, pensa que está com ela. Quando sente o impulso de ver a realidade descobre que nada mais está em suas mãos. Enquanto esteve de olhos fechados viveu de suas próprias ilusões.
Três escadas em linha reta.
Um céu de paralelepípedos.
-Aceita uma xícara de nuvem?
A realidade ia além dos olhos.

Não há sentido continuar assim,
Quando não há chão nem céu,
flores de vidro parecem mais reais.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

De volta


A House Is Not A Home


Composição: Burt Bacharach

A chair is still a chair
Even when there's no one sitting there
But a chair is not a house
And a house is not a home
When there's no one there to hold you tight,
And no one there you can kiss good night.

A room is still a room
Even when there's nothing there but gloom;
But a room is not a house,
And a house is not a home
When the two of us are far apart
And one of us has a broken heart.

Now and then I call your name
And suddenly your face appears
But it's just a crazy game
When it ends it ends in tears.

Darling, have a heart,
Don't let one mistake keep us apart.
I'm not meant to live alone. Turn this house into a home.
When I climb the stair and turn the key,
Oh, please be there still in love with me.


http://www.youtube.com/watch?v=EF0c2so977A

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Hoje ouvi um pássaro, um velho pássaro, que me dizia pra seguir em frente, que me dizia para lembrar das asas que cada um tem. Ele afirmava que nada era longe demais, ele mesmo já havia rodado o mundo algumas dezenas de vez e ficava intrigado com a monotonia humana. Não entendia as peles que usávamos para nos escondermos do frio, quando era fácil ir pro norte encontrar o sol.
O pássaro viu as mais belas florestas do mundo, viu guerra, homens matando homens, ele nunca entendeu o porquê disso. E tem medo que os jovens pássaros pensem entender e declinem ao ponto que os humanos chegaram.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O eterno

A brevidade da vida assombra, há tanto para aprender, há tanto para conhecer.
Por um tempo pensei que o que estava feito estava feito, não havia mais nada de extraordinário a se ganhar, nada de extraordinário que já não estava no roteiro mental, que é passado a limpo todos os dias, o roteiro dos seus desejos, o roteiro de como alcançá-los.
Seja eternizado. Isso disse para um amigo, que não sei se o conheço, não sei se somos amigos, mas as palavras que colei nele me fazem acreditar que no fundo somos amigos (ou pelo menos sou amiga das palavras dele), como já disse Rubem Alves "Amamos não a coisa, mas as palavras que colamos nelas...", as palavras dele me fizeram colar palavras nele que acabei me tornando amiga das suas palavras.
Tenho como grandes autores, com quem me identifico um amigo intimo, por mais que a reciprocidade não exista. É o saborear cada palavra, e dizer:eu entendo você. Afinal "Cada qual considera claras as ideias que estão no mesmo grau de confusão que as suas”, Marcel Proust entendeu isso, e soube passar para o papel essa frase que explica muito mais do que eu conseguiria explicar o que é o entender.
É a brevidade que me move, que me faz ter essa ânsia de viver, que me faz ver o mundo da forma que eu quiser.
Começar projetos, desistir, buscar novos horizontes. É isso que move a vida.Um trânsito eterno de vai e vens.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

É essa agitação que me comove. Tudo parece passar, mas eu permaneço.
Reanimar sentimentos que estiveram adormecidos agora parece ser um jogo de pesos.
Reencontrar o antigo, e ver algo novo.
Encontrar o novo que nos dar o ar de ser antigo.
O breve e o longo se confundem.
E as cores se misturam.
Meus delírios que costumavam ser noturnos aparecem a luz do dia, me deixando perplexa.
Algo me falta, algo me falta pra me colocar no eixo. Ou essa mudança seria apenas uma inversão de pólos, que tenho medo de descobrir como será.
Sei que o que resta é seguir em frente, não desistir antes que chegue ao limite, quando se chega ao limite não tem pra onde correr, quando um copo está cheio, qualquer balanço já é suficiente pra um desastre.
E agora são as bolhas que aparecem, as bolhas que ocultam o seu interior, e só nos refletem. São as bolhas que voltaram encontraram novas bolhas, vindas de outro lugar.

Pensamentos aleatórios reunidos.

terça-feira, 29 de junho de 2010

O pote

Existe um pote, que quando se passa muito tempo sem abri-lo não sabemos o que vamos encontrar. Um dia é afável, outro amável, outro é o desconhecido, outros ainda o fim do abismo.
Ainda assim tentamos continuar com ele, pois carrega uma das histórias mais belas, mais sem graça, mais antipáticas.