Era uma quinta feira. Catherine apenas queria sentir o mundo. Apenas queria fingir que sonhava, apenas queria fingir ser humana, assim como vinha fazendo desde que percebera que fingir ser o que esperava o mundo era a forma mais fácil de viver, a forma de viver não era necessariamente a mais agradável.
Nessa quinta feira ela se pegou pensando no passado, ela não gostava disso, sempre que pensava em seu passado sentia um aperto, aquela Catherine parecia mais feliz do que esta que lhe mirava por dentro daquele vidro. Se perguntava se a velha (porém mais nova do que hoje) Catherine era a mais autentica. Ela não sabia. Vivera de imagens durante toda sua vida.
Se perguntava até quando sobreviveria fingindo ser o que não era, ela obteve alguma resposta vinda do fundo de sua mente, como uma voz que lhe sussurrava ao ouvido "Poderia viver para sempre dessa forma". Não gostou da resposta, ela gostava de respostas, quando não tinha uma resposta certa prefiria se calar, portanto achou que aquela resposta era verdadeira, afinal, ela não conhecia otra forma de viver.
Outros pensamentos lhe surgiam a mente.
Ela decidiu, precisava se encontrar, olhou para o céu, viu algumas poucas estrelas que brilhavam, pensou "talvez eu esteja lá".
E resolveu sair de seu apartamento, no décimo sétimo andar, pela janela, tentando alcançar as estrelas com a ponta de seus dedos.
3 comentários:
Algumas pessoas costumam acreditar, inutilmente, que a morte resolve os problemas.
Em suma, sim, os resolve, para quem vai, mas para quem fica, certamente complica muito mais os que se tem!
Acorde, fingir não é legal, ninguém pode te obrigar a ser o que não é, obrigar até podem, mas você só obedece se quiser, logo nao culpe as pessoas por responsabilidades que cabem a você...
ai que fofooo *_*
amei
Belo texto.Bj
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